Fundada em 1987, a Fundação Ormeo Junqueira Botelho é a mais antiga organização social vinculada ao Grupo Energisa. Desde sua criação, desenvolve iniciativas de promoção cultural, preservação da memória e valorização dos territórios onde a companhia atua, consolidando-se como importante instrumento de investimento social privado.
Ao longo de sua trajetória, a Fundação teve papel relevante no estímulo à produção artística, na formação cultural e na democratização do acesso à cultura. Por meio de oficinas, cursos, circulação de projetos e apoio a grupos locais, contribuiu para o fortalecimento das cenas culturais de Cataguases, Leopoldina, Nova Friburgo e João Pessoa.
Entre 1999 e 2019, sob a gestão de Mônica Botelho, ampliou sua atuação institucional e tornou-se referência regional no fomento às linguagens artísticas da Zona da Mata Mineira. Nesse período, destacou-se também pelo apoio ao resgate da obra de Humberto Mauro, nome central da história do cinema nacional.
Com o crescimento do Grupo Energisa e a ampliação de sua presença nacional, surgiu posteriormente o Instituto Energisa, organização voltada às agendas contemporâneas de desenvolvimento social, educação, cultura e fortalecimento comunitário em diferentes regiões do país. A Fundação e o Instituto atuam de forma complementar dentro da estratégia socioinstitucional do grupo.
A partir de 2023, a Fundação passou por um reposicionamento estratégico, assumindo papel central na salvaguarda da memória empresarial, familiar e territorial vinculada às origens do Grupo Energisa na Zona da Mata Mineira. Iniciou-se, então, uma nova fase orientada à preservação do patrimônio material e imaterial, à educação patrimonial e à gestão de equipamentos culturais permanentes.
Hoje, a Fundação estrutura sua atuação por meio de equipamentos culturais e programas museológicos dedicados à pesquisa, conservação, comunicação de acervos e formação de públicos. Suas ações articulam exposições permanentes e temporárias, mediação cultural, atividades educativas, experiências digitais e iniciativas comunitárias, sempre com programação majoritariamente gratuita.
Mais do que gerir equipamentos culturais, a Fundação assume o compromisso de manter vivos bens patrimoniais que conectam memória, educação e futuro. Sua atuação reafirma a cultura como direito, vetor de pertencimento e instrumento estruturante para o desenvolvimento sustentável dos territórios onde está presente.
Casa da Memória de Leopoldina
Inaugurado em 2009, o belo casarão, localizado no Centro de Leopoldina, Minas Gerais, possui arquitetura inspirada na casa do filme “E o Vento Levou de 1939”.
O casarão originalmente do Sr. Ormeo Junqueira Botelho, foi cedido à Fundação Ormeo Junqueira Botelho para inicialmente ser a Casa de Leitura Lya Maria Müller Botelho. Em 2025, ganha uma nova significação e se transforma na Casa da Memória de Leopoldina – um espaço vivo de preservação da identidade regional da Zona da Mata Mineira e que objetiva estimular a reflexão e fortalecer os laços da comunidade com sua própria história.
Museu Energisa
Inspirado na art nouveau, o casarão abriga o Museu Energisa e está localizado em uma das principais avenidas do Centro de Cataguases, Minas Gerais. Anexado ao Anfiteatro Ivan Müller Botelho e próximo ao Centro Cultural Humberto Mauro.
O Museu Energisa possui acervo dedicado à memória da Companhia Força e Luz Cataguases-Leopoldina até se tornar no Grupo Energisa.
Os visitantes conhecem a história da energia elétrica que chegou na Zona da Mata Mineira, em 1908, e sobre a importância do Grupo Energisa no desenvolvimento da região.
Possui a sala Cineclube Stella Pérez Botelho que recebe, por meio de agendamento, grupos interessados em sessão de filme e roda de conversa com temas socioeducacionais.
Museu-Parque Usina Maurício
O Museu Parque Usina Maurício é um equipamento cultural, histórico e ambiental dedicado à preservação, interpretação e difusão da memória da energia elétrica e do patrimônio industrial da Cia. Força e Luz Cataguazes Leopoldina e da Zona da Mata Mineira. Instalado na antiga Usina Maurício, inaugurada em 1908 e reconhecida como uma das primeiras hidrelétricas do Brasil, o museu articula memória, natureza e inovação em um espaço que integra experiência museológica, educação patrimonial e lazer sustentável.
Contexto Histórico
O primeiro projeto realizado pela Fundação Ormeo Junqueira Botelho – FOJB, fora de Cataguases, foi a criação do Museu Delmiro Gouveia, em 1989, em Alagoas, com a colaboração técnica da Fundação Nacional Pró-Memória e da Rede Ferroviária Federal.
Em 1998, a FOJB inaugurou o Anfiteatro Ivan Muller Botelho. Palco de grandes eventos musicais, o espaço está ligado à manutenção e restauração arquitetônica da cidade que se divide entre o período clássico e modernista.
Em 1999, a FOJB atuou em outras cidades da área de atuação da empresa Companhia Força e Luz Cataguazes-Leopoldina, atualmente, Grupo Energisa, com as “Usinas Culturais”.
A primeira Usina Cultural foi formada a partir do núcleo inicial de Cataguases. A seguir, surgiram as Usinas Culturais de Leopoldina, Muriaé, Manhuaçu, Rio Novo, Nova Friburgo, Ubá e Guarani, além da unidade de João Pessoa.
Em 2000, finalizou o processo de restauração da Chácara Dona Catarina, que, até 2010, funcionou como Museu de Artes Plásticas. No mesmo ano, aconteceu a reforma da Caixa D’água Municipal dando lugar às modernas instalações do Centro das Tradições Mineiras, conhecido como CTM, que foi fundamental no processo de formação de centenas de crianças e jovens artistas e produtores por meio do Projeto “Café com Pão Arte Confusão”.
Em 2001, expande as atividades culturais, no Rio de Janeiro, com a Usina Cultural Nova Friburgo. A Usina Nova Friburgo está localizada no antigo prédio da Companhia Força e Luz Cataguazes-Leopoldina. Atualmente, possui galerias para exposições de artes, teatro e sala para oficinas de música e produção.
Em 2002, nas instalações do antigo Cine Machado, a FOJB abriu ao público o moderno Centro Cultural Humberto Mauro.
Em 2003, em João Pessoa, na Paraíba, um dos maiores centros culturais do Estado surge no coração da cidade. A Usina Cultural Energisa ocupa um típico galpão industrial do início do século XX, e recebe em seus espaços: shows musicais, artes plásticas, cinema e feiras de economia criativa e sustentável.
Em 2007, no mesmo prédio, onde está o Centro Cultural Humberto Mauro, inaugurou o Memorial Humberto Mauro. A galeria de arte Zequinha Mauro e o cineteatro Paulo Cezar Saraceni também fazem parte do Centro Cultural Humberto Mauro.
Em 2009, na cidade de Leopoldina, Minas Gerais, a FOJB inaugurou a linda Casa de Leitura Lya Maria Müller Botelho. Inspirada na casa do filme “E o Vento Levou de 1939”.
Ao longo de tantas décadas, os pilares da FOJB sempre estiveram bem definidos com a cultura e preservação da memória. Foi inaugurado, no belíssimo casarão inspirado na Art Nouveau, o Museu da Eletricidade da Companhia Força e Luz Cataguases-Leopoldina, em 1985, atualmente, Museu Energisa.
Com o início das atividades do Instituto Energisa, em 2023, a Fundação Ormeo Junqueira Botelho passou a se dedicar à diversidade e à preservação do patrimônio material e imaterial da Zona da Mata Mineira.
Eduardo Alves Mantovani
Presidente da Fundação Ormeo Junqueira Botelho
Mineiro, natural de Cataguases, Eduardo Alves Mantovani é Diretor Presidente da Energisa Minas Rio, desde novembro de 2015.
Formado em Engenharia Elétrica, pós-graduado e com MBA Executivo, começou sua carreira na antiga Companhia Força e Luz Cataguases-Leopoldina, atual Energisa, em 1978. Com mais de 45 anos no Grupo Energisa, Mantovani acumula experiências em distribuição, transmissão e geração, atuando como Gerente, Assessor de Planejamento, Diretor Técnico e Comercial e Diretor-Presidente da Energisa Sergipe, Diretor Presidente da Energisa Geração e agora da Energisa Minas Rio.
Entre 2011 e 2015, Mantovani assume a Diretoria da Energisa Geração e, posteriormente, passa a ser a Vice-Presidente de Geração do Grupo Energisa liderando a construção de usinas hidrelétricas, eólicas, termelétricas a biomassa e projetos de energia solar do grupo.
Em 2018, o excelente trabalho desenvolvido por Mantovani leva as duas distribuidoras ao patamar de melhores do País recebendo, naquele ano, o Prêmio Abradee. Eduardo Mantovani sempre destacou o orgulho por sua origem e por contribuir com o desenvolvimento do Município da Zona da Mata Mineira e do Estado de Minas Gerais.
Ormeo Junqueira Botelho (1897-1990)
Mineiro de Leopoldina, formação em Engenharia Civil, ardoroso defensor do meio ambiente e precursor do pensar preservacionista, Dr. Ormeo Junqueira Botelho foi presidente por quase seis décadas da Companhia Força e Luz Cataguazes-Leopoldina, Minas Gerais, consolidou o fornecimento de energia elétrica na Zona da Mata Mineira.
Dr. Ormeo entendia e compreendia as necessidades regionais e as transformava em oportunidades que valorizavam o potencial da produção e da cultura.
Olhar visionário, sobretudo humano, valorizou a região natal com suas iniciativas empreendedoras representadas pela sua simplicidade e pela magnitude da sua história.
Mantenedora
O Grupo Energisa, em sua trajetória centenária, é o maior grupo privado com capital 100% nacional do setor elétrico brasileiro. Possui ecossistema de soluções energéticas inovadoras e sustentáveis.
Em linha com os objetivos de desenvolvimento sustentável, o Grupo Energisa aproxima das comunidades com incentivo à cultura, à preservação da memória, com fomento à economia criativa que estimula o desenvolvimento socioeconômico da região e com a política consistente de responsabilidade social e ambiental.


